quarta-feira, 7 de setembro de 2011

3º Poste: Destino de Nuno Carvalhal



Poste 3
Depois dos três dias perdidos com o seu grupo de combate, Nuno Carvalhal entrou na rotina normal num dos teatros de guerra mais difíceis do norte de Angola. Quando saía e regressava ao acampamento, na mente, fervilhavam-lhe duas frases! Saio mas não sei se entro, no regresso! Desta já me safei, vamos ver a próxima. Na guerra, ser considerado acima da média, acarreta riscos, uma vez que lhe são atribuídas as missões mais difíceis, era exactamente o que acontecia ao Nuno. Muitas vezes ao entrar nos objectivos a frente do seu grupo de combate, fazia um grande esforço, para que não notassem que as pernas lhe tremiam, e não incutir medo nos homens que o seguiam. No entanto, ficava admirado consigo mesmo, com a lucidez, calma e tranquilidade de que era possuído quando surgiam os primeiros tiros, a preocupação eram os colegas, e muitas vezes perguntava-se como conseguiram sair das situações vividas, como se em lugar dele, outrem estivesse agir por ele. Neste ponto são muitos os episódios que ficam contar, mas não é este o sentido destes textos. Sofreu muitas emboscadas, passaram-lhe por perto muitas balas, que não deixa de ser normal num teatro de guerra.
Mas já não é normal, num regresso de Nambuangongo a Beira Baixa, caírem numa emboscada no morro da vingança, e a cabine da G M C em que seguia foi furada com 27 tiros, Nuno e condutor, não sofreram um arranhão. Dos militares que vinham na carroçaria, um ficou com um tornozelo furado de lado a lado.
Numa operação nas proximidades da Beira Baixa, em Canacassala, ia a frente dos dois grupos que estavam a fazer a operação, seguido do guia Graciano Sungue, este ao perceber que estavam a cair numa emboscada, rasteirou  e empurrou o Nuno para o chão, se o não tivesse feito o Nuno teria sido ceifado, pelas rajadas que de imediato lhe passaram por cima.

Continua: Poste 4

Sem comentários:

Enviar um comentário